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Termos de Uso
Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos, essa vida, que era tão viva, tão fecunda, porque vinha de um coração?
Olhos que foram olhos, dois buracos Agora, fundos, no ondular da poeira…
Mas não servia ao pai, servia a ela, Que a ela só por prêmio pertendia.
Os dias na esperança de um só dia Passava, contentando-se com vê-la:
O poeta futuro já vive no meio de vós E não o pressentis.
Sou a dona dos místicos cansaços, A fantástica e estranha rapariga Que um dia ficou presa nos teus braços… Não vás ainda embora, ó sombra amiga!
Há uma Primavera em cada vida: É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
Não se pode sonhar impunemente Um grande sonho pelo mundo afora, Porque o veneno humano não demora Em corrompê-lo na íntima semente…
Entendi, depois disso, que devia, Como Vulcano, sobre a forja ardente Da Ilha de Lemnos, trabalhar contente, Durante as vinte e quatro horas do dia!
Que amor é esse que a própria vida deu, Deixando Sua glória, vindo ao mundo pra morrer?
Sobre Chopin a noite abre o amplo manto constelado: um delírio de amor anda por tudo, insone, insano! Em cada nota solta há como um lânguido lamento.
Conheci mais tristeza que ventura E sempre andei errante e peregrino. Vivi sujeito ao doce desatino Que tanto engana mas tão pouco dura…
O lago nada me diz, Não sinto a brisa mexê-lo. Nãosei se sou feliz Nem se desejo sê-lo