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Termos de Uso
Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo.
Por quê? Porque lhes falta a todas elas, mesmo às que são mais puras e mais belas, um detalhe sutil, um quase nada
Esfuziante e verde, um beija-flor entrou pela janela, (pensei que a tua boca ainda estivesse aqui…)
Caminho por uma rua que passa em muitos países. Se não me vêem, eu vejo e saúdo velhos amigos.
Anoiteceu de súbito. Acabou-se Tudo… A miragem do deslumbramento… Se a vida que rolou no esquecimento Era doce, a saudade inda é mais doce.
Mas a ridícula e bela verdade é que no fundo, bem feitas as contas, nós nos queremos um grande bem. Estamos habituados um ao outro. Envelhecemos juntos. A face do Outro é o meu calendário implacável.
Sinto o que esperdicei na juventude; Choro neste começo de velhice, Mártir da hipocrisia ou da virtude.
Conversamos dos dois extremos da noite, como de praias opostas. Mas com uma voz que não se importa… E um mar de estrelas se balança entre o meu pensamento e o teu.
As estrelas cativas no teu seio Dão-me um tocante e fugitivo enleio, Embalam-me na luz consoladora! Abre-me os braços, Solidão radiante…
Ninguém ampara o cavaleiro do mundo delirante, Que anda, voa, está em toda a parte E não consegue pousar em ponto algum.
Nos santos óleos do luar, floria Teu corpo ideal, com o resplendor da Helade E em toda a etérea, branda claridade Como que erravam fluidos de harmonia…
Tinteiro grande à frente. Canetas com aparos novos à frente. Mais para cá papel muito limpo.