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Termos de Uso
Companheiro, Eu sou tu, sou membro do teu corpo e adubo da tua alma. Sou todos e sou um
Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo, A banalidade devorante das caras de toda a gente!
A vós, pregados pés, por não deixar-me, A vós, sangue vertido, para ungir-me, A vós, cabeça baixa, p’ra chamar-me A vós, lado patente, quero unir-me
Por onde anda a gente anda quando dorme pra acordar com esta cara disforme de quem fez o que não devia?
Haverá quem nisso creia?
O corpo e a mente têm biografias separadas, cada um sua memória própria, seu próprio jogo de charadas, Meu corpo tem lembranças – cheiros, tiques, andanças – que a mente não registrou e o corpo não tem as marcas de metado do que a mente passou
Vou fazer as malas para o Definitivo, Organizar Álvaro de Campos, E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem – um antes de ontem que é sempre…
Mas, meu Amor, eu não te digo ainda… Que a boca da mulher é sempre linda Se dentro guarda um verso que não diz!
Uma estrada, um leito, uma casa, um companheiro. Tudo de pedra.
Lições da pedra [de fora para dentro, Cartilha muda], para quem soletrá-la.
Talvez mesmo que algum desses brejeiros Te diga que assim é, que os dessa gente Não são lá dos heróis mais verdadeiros.
Amar e ser amado! Com que anelo Com quanto ardor este adorado sonho Acalentei em meu delírio ardente Por essas doces noites de desvelo!