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Termos de Uso
Quando o Outono leva a folha rendilhada, O vestido real da branda Primavera, O rio abre-lhe os braços e leva amortalhada A pequenina folha, essa ideal quimera!
É um rebelde também, cérebro largo, Que odeia os reis e os padres excomunga.
Deixa-te estar quietinho! Não amais A doce quietação da soledade? Tuas lindas quimeras irreais, Não valem o prazer duma saudade!
Que diga o mundo e a gente o que quiser! – O que é que isso me faz?… o que me importa?… O frio que trago dentro gela e corta Tudo que é sonho e graça na mulher!
Uns aos outros se impedem na saída e querem cometer e não se abalam, e vou para falar e fico mudo.
Um dia, fez Deuz uns olhos Tão azuis como esses teus, Que olharam admirados A taça branca dos céus.
Acreditar em mulheres É coisa que ninguém faz; Tudo quanto amor constrói A incostância desfaz.
Não desças os degraus dos sonhos Para não despertar os monstros.
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume: -“Quem me dera que fosse aquela loura estrela, Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada?
Era a virgem do mar! na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia!