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Ninguém ampara o cavaleiro do mundo delirante, Que anda, voa, está em toda a parte E não consegue pousar em ponto algum.
Nos santos óleos do luar, floria Teu corpo ideal, com o resplendor da Helade E em toda a etérea, branda claridade Como que erravam fluidos de harmonia…
Só quem embala no peito Dores amargas e secretas É que em noites de luar Pode entender os poetas
Não exijas mais nada. Não desejo Também mais nada, só te olhar, enquanto A realidade é simples, e isto apenas.
Para as Estrelas de cristais gelados As ânsias e os desejos vão subindo
Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só.
Assim que a vida e alma e esperança, E tudo quanto tenho, tudo é vosso, E o proveito disso eu só o levo.
Ninguém passa na estrada. Nem um bêbado. No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Por que João sorria se lhe perguntavam que mistério é esse? E propondo desenhos figurava menos a resposta que outra questão ao perguntante?
E as lágrimas que choro, branca e calma, Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Foi-se-me um dia a saúde… Fiz-me arquiteto? Não pude! Sou poeta menor, perdoai!
Companheiro, Eu sou tu, sou membro do teu corpo e adubo da tua alma. Sou todos e sou um