Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceito", entendemos que você concorda com isto.
Termos de Uso
Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles.
Não há quem não se espante, quando mostro o retrato desta sala, que o dia inteiro está mirando, e à meia-noite em ponto fala.
Penso nas amizades sem raízes; Nos afetos anônimos, dispersos, Que tenho sob os céus de outros países… Penso neste milagre dos meus versos:
Mas reconheço, ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal.
Sei, enfim, Que nunca saberei de mim.
Ah! que eu não morra sem provar, ao menos Sequer por um instante, nesta vida Amor igual ao meu!
Um rosto de anjo, límpido, radiante… Mas, ai! sob êsse angélico semblante Mora e se esconde uma alma de mulher
E eu pisando a estrada, e eu pisando a estrada, vendo o lago denso, vendo a terra de ouro, com pingos de chuva numa luz vermelha…
A brisa vaga no prado, Perfume nem voz não tem; Quem canta é o ramo agitado, O aroma é da flor que vem.
Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a: Minha virtude era esta errância por mares contraditórios, E este abandono para além da felicidade e da beleza.
O fogo que na branda cera ardia, Vendo o rosto gentil que na alma vejo. Se acendeu de outro fogo do desejo, Por alcançar a luz que vence o dia.
Numa rede de presenças E ausências, Numa fuga para o ponto de partida: