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Termos de Uso
No canteiro, uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o Sem-Fim
Fator universal do transformismo. Filho da teleológica matéria, Na superabundância ou na miséria, Verme – é o seu nome obscuro de batismo.
Que me quereis, perpétuas saudades? Com que esperança inda me enganais? Que o tempo que se vai não torna mais, E se torna, não tornam as idades.
Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho desapareça.
Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho Corre um rio sem fim.
Posso agora dizer ao tempo, em seus rigores: – Não envelheço, não! podeis correr, sem calma, Levando na torrente as vossas murchas flores Ninguém há de colher a flor que eu tenho n’alma!
Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram
Supor o que dirá A tua boca velada É ouvi-lo já
É a dor da Força desaproveitada, – O cantochão dos dínamos profundos. Que, podendo mover milhões de mundos, Jazem ainda na estática do Nada!
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Amar-te por amar-te: sem agora: Sem amanhã, sem ontem, sem mesquinha Esperança de amor, sem causa ou rumo.
Ah, se já perdemos a noção da hora Se juntos já jogamos tudo fora Me conta agora como hei de partir