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Assim firmes, duras, entre as coisas fluidas, fiquem as palavras, as vossas palavras.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas
Mas se o canto da lira achares pouco, Pede-me a vida, porque tudo é teu.
Reconcentrando-se em si mesma, um dia, A Natureza olhou-se interiormente!
Esconde à Natureza o sofrimento, E fica no teu ermo entristecida, Alma arrancada do prazer do mundo…
A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez.
Até não teres medo de morrer. E então serás eterno.
São despedaçamentos, derrubadas, Federações sidéricas quebradas… E eu só, o último a ser, pelo orbe adiante…
Em vão! Contra o poder criador do Sonho O Fim das Coisas mostra-se medonho Como o desaguadouro atro de um rio…
Era de vê-lo, imóvel, resignado, Tragicamente de si mesmo oriundo, Fora da sucessão, estranho ao mundo, Com o reflexo fúnebre do Increado:
Se tanta pena tenho merecida Em pago de sofrer tantas durezas, Provai, Senhora, em mim vossas cruezas, Que aqui tendes u’a alma oferecida.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos ao longe, o vento vai falando de mim.