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Termos de Uso
Porque sempre a encolhida cobardia De pedra serve ao livre pensamento.
E tão românticos seremos, de tão magoado romantismo
Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente!
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo, Batismo e extrema-unção, naquele instante Por que, feliz, eu não morri contigo?
Tudo imóvel… Serenidades… Que tristeza, nos sonhos meus! E quanto choro e quanto adeus Neste mar de infelicidades!
O Viajante traça seu caminho, afinal, Sob o sol fresco e intermitente; E o potro persegue encurvado, silente, O tortuoso eco de suas pisadas.
O amor antigo vive de si mesmo, Não de cultivo alheio ou de presença.
Ninguém abra a sua porta para ver que aconteceu: saímos de braço dado, a noite escura mais eu.
A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação… Talvez eu morra antes do horizonte. Memória, amor e o resto onde estarão?
Não vos iludais o velho que aqui vai: Eu quero os meus brinquedos novamente!
As altas tôrres, que fundei no vento, Levou, em fim, o vento que as sostinha; Do mal que me ficou a culpa é minha, Pois sôbre cousas vãs fiz fundamento.
Ah, que dor! Magoado e só, – Só! – meu coração ardeu: