Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceito", entendemos que você concorda com isto.
Termos de Uso
Observo, ó Pai, a tua arquitetura. Este corpo não admite o peso da cabeça… Tudo se expande num sentido amargo.
Se tudo neste instante está acabado, Tanto importa o não ser, como haver sido.
Evitas meu olhar inquiridor Fugindo, aos meus dois olhos vermelhos, Porque já te falece algum valor Para enfrentar o tédio dos espelhos.
É terrível pensar que a morte está Não apenas no fim, mas no princípio Dos elementos vivos da criação.
Amo-te, ó rude e doloroso idioma
Andamos em silêncio pela praia. Nos corpos leves e lavados ia O sentimento do prazer cumprido.
Ignoro tudo. Quando alguém diz que sabe alguma coisa, fico perplexa: ou estará enganado, ou é um farsante
O adeus, o teu adeus, minha saudade, Fazem que insano do viver me prive E tenha os olhos meus na escuridade.
Hoje eu saio na noite vazia, numa boemia sem razão de ser Na rotina dos bares, que apesar dos pesares me trazem você
Não foi desejo ou imprudência: não foi nada.
Não me culpeis a mim de amar-vos tanto, mas a vós mesma e à vossa formosura
Seja meu livro então minha eloqüência, Arauto mudo do que diz meu peito