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E possa eu compreender, afinal, o que queres, quando enfim descobri, sem surpresa, que tu és incoerente…
Sei rir-me da vaidade dos humanos; Sei desprezar um nome não preciso; Sei insultar uns cálculos insanos.
Vieram todos, por fim; ao todo, uns cem… E não pôde domá-lo, enfim, ninguém…
Mas nem todas dormem, nessa hora de torpor líquido e inocente.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro…
Viver é lutar. O homem que é forte Não teme da morte; Só teme fugir…
És láctea estrela, és mãe da realeza, és tudo enfim que tem de belo, todo o resplendor da santa natureza! Perdão se ouso confessar-te: eu hei de sempre amar-te, Oh, flor!
E a ave sobre ele as asas multicores Estende e sonha. Sonha que o áureo pólen E o néctar suga às mais brilhantes flores; Sonha… Porém, de súbito, a violento Abalo acorda.
Em solitária, plácida cegonha Imersa num cismar ignoto e vago, Num fim de ocaso, à beira azul de um lago, Sem tristeza, quem há que os olhos ponha?
A ti confio o sonho em que me leva Um instinto de luz, rompendo a treva, Buscando, entre visões, o eterno Bem.
Uma necessidade urgente e rouca de no amor nos amarmos se desola em cada beijo que não sai da boca.
Vinha trazer às rosas o primeiro Beijo do Sol, nessa manhã tão fria! Um dia foi-se e não voltou…