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Termos de Uso
Dormi-lhe no peito frio de um sono sem sonhos, Mas a carne no desvario da manhã, Roubou-me a paz.
Para a alegria de viver nada nos falta: Tudo em torno de nós é tão puro e tão bom…
Só lhes desejo o bem das carícias mais puras – Que hoje me apraz perdoar os que me não perdoaram! E isso me cura um pouco esse desgosto imenso De amá-los
Não afrouxava Nem repetia, Que redobrava De melodia!
Seja bendito o fruto do teu ventre, Jesus, Mais belo dentre os astros…
Ele se lança Mais rápido que o próprio pensamento Dribla mais um, mais dois; a bola trança Feliz, entre seus pés…
Depois tornou-se o tredo fogo ardente Que o instante, o ano, a vida me tortura. Bem longe de gozar tanta ventura, Cresta-me o rosto agora o pranto quente.
A pêra é um pomo Em holocausto À vida
Queira-se antes ventura que aventura À medida que a têmpora embranquece E fica tenra a fibra que era dura. E eu te direi: amiga minha, esquece…
Dizeis do meu amor que é coisa absurda, E ele, teimando, faz ouvido mouco; Nem há razão que o desvaneça ou aturda.
Seja embora ilusão, hei de sempre mantê-la: – No côncavo do céu, há lágrimas astrais E o bólide celeste é a lágrima da estrela!
Pus meus sapatos na janela alta, Sobre o rebordo… Céu é que lhes falta Pra suportarem a existência rude!