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Termos de Uso
Há sempre um velho piano de bairro, esquecido na memória da gente
Deveríamos apreender a dura lição do pó. A lei universal à qual todos estamos submetidos. O pó: eis o grande destino de tudo.
É que tudo me lembra que fugiste. Tudo que me rodeia de ti fala…
Desisto de tudo quanto é misto e que odiei ou senti.
Quero que meu amor se te apresente – Não andrajoso e mendigando agrados, Mas tal como é: – risonho e sem cuidados, Muito de altivo, um tanto de insolente.
Quem mais tarde, nesta folha lesse, Perguntaria: “Que autor é esse?”…
Amo a poesia que escrevo e entusiasta declamo aos que sentem como eu a alegria de amar!
E ele que fôra um bruto, e vil descrente, Quanta vez, numa prece, ungido, cola O lábio seco, na úmida corola Daquela flor alvíssima e silente!…
Cuido contar-lhe o mal, pedir-lhe a cura… Abrir-lhe o incerto coração que chora…
Mas esta mágoa, o tê-la É um engano profundo. Faze por esquecê-la!
Cão! – Alma de inferior rapsodo errante!
Gênio purificado na desgraça, Tu resumiste em ti toda a grandeza: Poeta e soldado… Em ti brilhou sem jaça O amor da grande pátria portuguesa.