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Termos de Uso
O sacrifício do Calvário é um misto De exaltação que chora e dor que canta; Treva que morre e Sol que se levanta, Num tumulto de mundos nunca visto.
Repara na canção tardia que oferece a um mundo desfeito sua flor de melancolia.
Fiquei sozinho… Mas não creio, não, Estejam nossas almas separadas! Às vezes sinto aqui…
Camões sofre, na infâmia de clausura, Pária sem honra, náufrago sem nome…
Eu nada mais desejo, nem a morte… Delícia de ficar deitado ao fundo Do barco!
Existe em nós um grande amor adormecido Que sentimos vibrar dentro do nosso eu; Será recordação de um afeto perdido?
Minha morte nasceu quando eu nasci. Mas inda agora a estou sentindo aqui, Grave e boa…
Morreste, em plena orgia, e a saudade terás, Herói folião, dos carnavais hilares…
De olhos vítreos, parados, a serpente Fita a mísera rã hipnotizada
E tu não vieste, sob a paz lunar, Beijar os seus entrefechados cílios E as dolorosas bocas…
Perdi-me na existência, Entre os homens. E encontrei-os, vivos, bem vivos!
A tarde pobre fica, horas inteiras, a espiar pelas vidraças