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Termos de Uso
Entra sem cerimônia, a casa é tua; Solta versos ao sol, solta-os à lua, Toca a lira divina, alteia o colo.
Seremos, na manhã, duas máscaras calmas e felizes
Louca, se precipita a sussurrante escolta Dos noivos zonzos, voando ao nupcial mistério.
Manchas de sangue inda por lá ficaram, Em cada sala em que me assassinaram…
Amor é sempre amor, por mais que viva; Não muda a sua essência primitiva, Possa, embora, mudar a forma ou a cor.
(Naquele tempo, amigo, a tua vida era Como uma pobre borboleta morta!)
No aconchego do claustro, Na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, E lima, e sofre, e sua!
A ciranda rodava no meio do mundo, No meio do mundo a ciranda rodava.
É que, abrindo a boquinha, sorridente, Deixou ver a promessa, a perspectiva, O breve ensaio do primeiro dente.
A torre, sobre as velhas casas, Fica cismando como é vasto o mundo!
Que importava o amor perdido? Que importava o naufrágio do orgulho, A vergonha, a tortura do ódio?
Andam por tudo signos diversos Impossíveis da gente decifrar.