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Nos caminhos da eterna Primavera Do amor, eis as estrelas palpitantes.
Tarda-lhe a Idéia! A inspiração lhe tarda! E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento, Como o soldado que rasgou a farda No desespero do último momento
Dorme, dorme. dorme, Vaga em teu sorrir…
Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba.
Não me basta saber que sou amado, Nem só desejo o teu amor: desejo Ter nos braços teu corpo delicado, Ter na boca a doçura de teu beijo.
Não choremos, amigo, a mocidade! Envelheçamos rindo. Envelheçamos Como as árvores fortes envelhecem…
Á luz do luar, pelos caminhos quedos Minha tátil intensidade é tanta Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!
Um Quociente apaixonou-se Um dia Doidamente Por uma Incógnita.
Há na memória um rio onde navegam Os barcos da infância, em arcadas De ramos inquietos que despregam Sobre as águas as folhas recurvadas.
Calado estou, calado ficarei, Pois que a língua que falo é de outra raça.
Por quem foi que me trocaram Quando estava a olhar pra ti? Pousa a tua mão na minha E, sem me olhares, sorri.
Encontrei, afinal, o meu Nirvana!