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Termos de Uso
À noite, quando sonha, Sente no tórax a pressão medonha Do bruto embate férreo das tenazes.
Dizes que sou feliz. Não mentes. Dizes tudo que sentes. A infelicidade parece às vezes com a felicidade…
Os espelhos roubam nossa imagem… Quando eles se partirem numa infinidade de estilhas seremos apenas pó tapetando a paisagem.
Corte minha singularíssima pessoa. Que importa a mim que a bicharia roa Todo o meu coração, depois da morte?!
Não me ouvirás… É vão… Tudo se espalha pelos ermos de azul…
Ao meu amor desamparado e triste Toda a esperança de alcançar-vos nego. Digo-lhe quanto sei, mas ele insiste…
Os namorados ternos suspiravam, Quando há de ser o venturoso dia?! Quando há de ser?!
Ao nosso espírito ardente, Na avidez do bem sonhado, Nunca o presente é passado, Nunca o futuro é presente.
Nem palavras. Nem choro. A mudez. Pensativas abstrações.
Tudo se arranca do seio, – Amor, desejo, esperança… Só não se arranca a lembrança De quando se foi feliz.
Meu amor é chama Que se alimenta no voraz segredo, E se te fujo é que te adoro louco… És bela – eu moço; tens amor, eu – medo…
Derramo os olhos por mim mesmo… E, nesta muda consulta ao coração cansado, que é que vejo? que sinto? que me resta? Nada