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Termos de Uso
Dizeis do meu amor que é coisa absurda, E ele, teimando, faz ouvido mouco; Nem há razão que o desvaneça ou aturda.
Ora dá-se! Mas que terrível idiossincrasia! Este anjo tem as regras de sintaxe!
Seja embora ilusão, hei de sempre mantê-la: – No côncavo do céu, há lágrimas astrais E o bólide celeste é a lágrima da estrela!
Velhas tristezas das almas que morreram para a luta! Sois as sombras amadas de belezas hoje mais frias do que a pedra bruta.
Pus meus sapatos na janela alta, Sobre o rebordo… Céu é que lhes falta Pra suportarem a existência rude!
Ai! Pobre coração! Assim vazio e frio Sem guardar a lembrança de um amor!
É por aqui que passam meditando, Que cruzam, descem, trêmulos, sonhando, Neste celeste, límpido caminho, Os seres virginais que vêm da Terra
Há sempre um velho piano de bairro, esquecido na memória da gente
São vozes de dois amantes, Duas liras semelhantes, Ou dois poemas iguais.
Deveríamos apreender a dura lição do pó. A lei universal à qual todos estamos submetidos. O pó: eis o grande destino de tudo.
Mantém-te jovem, pouco importa a idade!
É que tudo me lembra que fugiste. Tudo que me rodeia de ti fala…