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Termos de Uso
Entre o sono e sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho Corre um rio sem fim.
Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse!
Sou a orelha encostada na concha da vida, sou construção e desmoronamento, servo e senhor, e sou mistério
Trago, de caminhar, os membros lassos, acutilam-me os ventos e as geadas, já não sei o que são noites serenas… Sinto que vais chegar, ouço-te os passos, mas ai!
O homem cego ignora que por onde passais, uma flor de luz viva deixais…
Porque há doçura e beleza na amargura atravessada, e eu quero memória acesa depois da angústia apagada.
Como se te perdesse, assim te quero.
Todo o Mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto:
Se um Deus fulmina os erros da ternura, Uma lágrima só Lhe apaga o raio.
Mas por ela sofreste em teu amor.
Sem ter consolo a mágoa que sentiste, Ficaste, poeta, para sempre, triste…
Quero ser o cristalino fio d’água…
Esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. As almas são incomunicáveis.