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Termos de Uso
– E se eu der tudo o que tenho? O que meu presente pode fazer?
Um pouco de sombra, apenas, – vê que nem te peço alegria!
Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida
E, enquanto não me descobres, os mundos vão navegando nos ares certos do tempo, até não se sabe quando…
Você sabe como é Estar tão só Que a escuridão e a luz Se misturam?
Não sou alegre nem sou triste: sou poeta.
O texto visível é o texto total O antetexto o antitexto Ou as ruínas do texto?
Em cada sentimento meu… Tem um sentido… E um rumo inexistente…
Já o verme – este operário das ruínas – (…) Anda a espreitar meus olhos para roê-los
Será o ser algo desdobrável Ou incorruptível ao ponto único De não ter mais nada em si Do que a própria estrutura de ser?
Esta chama que alenta e consome, Que é vida – e que a vida destrói – Como é que se veio a atear?
Louco amor meu, que quando toca, fere E quando fere vibra, mas prefere Ferir a fenecer – e vive a esmo