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Termos de Uso
Noite quer dizer sono e quer dizer loucura: aquele – exerce-o o corpo em tréguas; esta, exerce-a a alma – boêmia…
Suspiro do vento, lágrima do mar, meu pensamento não sabe matar!
Meu desejo? era ser a luva branca Que essa tua gentil mãozinha aperta
A Vida, meu amor, quero vivê-la! Na mesma taça erguida em tuas mãos, Bocas unidas hemos de bebê-la!
Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar e que a vai relembrando pouco a pouco
Hoje sou homem, e na sombra enorme Vejo, a meus pés, a escada multiforme: Interrogo o infinito e às vezes choro…
O ver o teu olhar faz bem à gente… E cheira e sabe, a nossa boca, a flores Quando o teu nome diz
A alma da terra gorjeava e ria… Nascia a primavera… E eu te levava
Cabecinha boa de menino mudo que não teve nada, que não pediu nada, pelo medo de perder tudo.
Tinha um índio terena que diz-que falava azul. Mas ele morava longe.
É quem ficou no mundo redimido, expurgado dos vícios mais singelos e disse a tudo o adeus indefinido…
Antes de abrir os olhos, sei que o dia virá olhar-me por detrás das árvores. Ah! sentir-me ainda vivo sobre a face da Terra enquanto a vida me devora…