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Termos de Uso
Desde cedo aprendi a sofrer devagarinho, a guardar meu amor…
Foragida, A tua raça corre os desastres da vida, Insultada na pátria e odiada no estrangeiro!
O pão diário A tua mão a labutar granjeia E achas na independência O teu salário.
Quem vive dentro em mim que ruge e clama Ou murmura, em soluços, uma prece?
Olhai o coração que entre gemidos Giro na ponta dos meus dedos brancos!
Uma terra nova ao teu olhar fulgura! Este é o reino da Luz, do Amor e da Fartura!
Vós, sombras de Iguaçu e de Iracema, Trazei nas mãos, trazei no colo as rosas Que amor desabrochou e fez viçosas Nas laudas de um poema.
Novo engano corrige o velho engano; Mas não recuas!
Tudo tem, agora, Essa tonalidade amarelada Dos cartazes que o tempo descolora…
Gorjeio é mais bonito do que canto porque nele se inclui a sedução.
Assim, um homem só, naquele dia, Língua, história, nação, armas, poesia, Salva das frias mãos do tempo adverso.
Até parece que a cidade inteira Sob a garoa adormeceu sonhando…