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Termos de Uso
As minhas mãos, velas paradas, Não sei que frêmito as agitou!
Mas bendito, entre os mais, O que, no dó profundo, Descobriu a Esperança!
Quando ia a descer a vertente do oeste, Viu uma cousa estranha, Uma figura má.
É por meu próprio bem que eu quero o bem alheio; Porque busco ser bom é que me torno egoísta.
Este silêncio é feito de agonias E de luas enormes, irreais…
Vinte anos de silêncio e de tortura, Vinte anos de agonia e solidão…
O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
Quando o acerto alheio se copia, Longe se está do acerto e da verdade.
Ao monótono embalo do acalanto O choro pouco a pouco se extinguiu…
Roma lasciva e louca, Ao rebramar da orgia, Sonhava…
Se eu disser que os anos Passam correndo ou passam vagarosos “Filosofia é esta de rançosos!” Dirás.
As palavras que escutava eram pássaros no escuro… Pássaros de voz tão clara, voz de desenho tão puro!