Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceito", entendemos que você concorda com isto.
Termos de Uso
Tinteiro grande à frente. Canetas com aparos novos à frente. Mais para cá papel muito limpo.
Só quem embala no peito Dores amargas e secretas É que em noites de luar Pode entender os poetas
Não exijas mais nada. Não desejo Também mais nada, só te olhar, enquanto A realidade é simples, e isto apenas.
Para as Estrelas de cristais gelados As ânsias e os desejos vão subindo
Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só.
Assim que a vida e alma e esperança, E tudo quanto tenho, tudo é vosso, E o proveito disso eu só o levo.
Ninguém passa na estrada. Nem um bêbado. No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Talvez a cerva branca do meu sonho Do côncavo rebanho se perdesse.
Talvez do eco dum distante canto Nascesse a poesia que fazemos.
No jornal, de olhos tensos, soletramos As vertigens do espaço e maravilhas: Oceanos salgados que circundam Ilhas mortas de sede, onde não chove.
Por que João sorria se lhe perguntavam que mistério é esse? E propondo desenhos figurava menos a resposta que outra questão ao perguntante?
E as lágrimas que choro, branca e calma, Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Foi-se-me um dia a saúde… Fiz-me arquiteto? Não pude! Sou poeta menor, perdoai!